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TODOS PODEM COMPOR!

  Falo muito sobre a importância de compormos nossas próprias canções. E já falei algumas vezes sobre isso aqui mesmo no blog. Mas... sabe por que muitos grupos de louvor com música acabam não compondo tanto? Tenho pensado sobre isso ainda mais nos últimos dias e acho que sei de alguns porquês. A tal da "cultura do talento" deixou muita gente receosa de sequer tentar fazer alguma coisa, porque supostamente não têm talento pra isso. E parece que no espaço da igreja isso se torna ainda pior, pois a "cultura do talento" acaba revestida de suposta espiritualidade ao se usar o termo "dom". E, assim, compor músicas "é apenas pra aqueles que têm o dom".  Já falei em post anterior também que música não é dom. E estou apenas citando isso; não pretendo repetir os porquês (veja mais sobre o assunto no post:  MÚSICA NÃO É DOM! ). Consequentemente, compor também não é um dom acessível apenas aos seres mais sublimes. Contudo, assim como qualquer outra atividad...

RAZÕES POR QUE MUITOS MÚSICOS DE IGREJA NÃO ESTUDAM MÚSICA

Tive o privilégio de ser criado num lar extremamente musical e com familiares que estavam constantemente atuando com música na igreja. Aprendi desde muito cedo valores que muito me marcaram e que ainda hoje norteiam muito do que faço. Também aprendi desde sempre que nós, que fazemos música na igreja, precisamos estudar música; precisamos aprender sobre a arte musical cada dia mais. Por causa disso, nunca entendi muito o porquê de alguns negligenciarem este privilégio que é poder atuar com música e mais ainda: atuar com música para o Senhor e para a edificação de Seu povo. Ao longo dos anos, porém, sem qualquer desejo de "apontar o dedo" a qualquer de nossos irmãos, não posso negar que pude observar bastante diferentes comportamentos em diferentes integrantes de bandas e ministérios de louvor. E foi a partir destas observações que cheguei a algumas conclusões sobre o porquê de muitos na igreja não estudarem música. Sei que uma série de "justificativas" são dadas para...

QUALIDADE PROFISSIONAL OU EQUÍVOCO CONGREGACIONAL?

  Buscar qualidade profissional na práticas musicais da igreja é algo que, a princípio, não possui mal algum. Aqui mesmo neste blog, tenho sempre defendido que devemos fazer o melhor que pudermos. E, se pudermos contar com profissionais musicais em nossas comunidades eclesiásticas, isso com certeza será muito bom. Contudo, assim como em qualquer outra área, é preciso refletir acerca de extremos que podem acabar transformando algo bom em algo ruim. E, infelizmente, tenho percebido isso acontecer em diferentes lugares. É bem verdade que é bíblico assalariar trabalhadores (cf. 1 Timóteo 5.18). Sendo assim, não vejo qualquer problema em se ter um ou mais músicos contratados para servir sua comunidade local, a igreja da qual fazem parte e com a qual comungam. E até entendo contratar músicos em situações específicas (como um musical ou uma cantata), nos quais certo reforço musical será necessário. Se a igreja tem condições de pagar e é algo realmente necessário, por que não? Minhas críti...

NÃO É SÓ MÚSICA!

Apesar de tantas críticas feitas aos chamados "músicos de igreja" e por razões meramente técnicas, temos visto enorme crescimento musical por parte dos que atuam com música no espaço eclesiástico. E, se tomarmos como recortes os séculos XX e XXI, eu diria ser este um dos momentos de maior investimento em equipamentos musicais de grande qualidade.  Há também muitos músicos de nível profissional (e há os que, de fato, têm na música sua profissão e atuam em igrejas. E isso certamente contribui bastante para que tenhamos músicos cada vez melhores nas igrejas. E isso por si só não é algo ruim, ao menos não a princípio. Quando olho para as igrejas que tenho a oportunidade de visitar e/ou de conhecer (mesmo que de maneira remota), vejo muito mais gente dedicada em realmente estudar música do que eu via 20 anos atrás. E de novo preciso dizer: isso não é algo ruim! Bom... ao menos não deveria ser. O que me entristece é ver um número crescente de músicos na igreja que colocam a técnica...

CANTOR GOSPEL: CALADO, É UM POETA?

Tem sido cada vez mais comum ver cantores e cantoras no meio gospel falando bastante em seus shows, em programas de TV, em blogs, redes sociais, etc. Tem parecido ser, hoje, meio que uma exigência do meio (pra não dizer que é uma exigência do mercado) que eles não sejam "apenas cantores".  E, assim, vemos homens e mulheres completamente despreparados, falando muita bobagem em público, muitas vezes até mesmo envergonhando a fé cristã. Discursos mega libertinos, confusos e heréticos mesmo (permita-me o termo) são abundantes e, diante disso, é inevitável fazer algumas ponderações. 1 - É preciso separar a obra do artista. Digo sem medo que, muitas vezes, é preciso saber separar a obra do artista e o artista da obra! Não consigo ver a Escritura me proibindo cantar uma canção que está biblicamente correta apenas porque seu intérprete tem demonstrado falas desajustadas. Vale lembrar que muitos intérpretes sequer compuseram estas canções. E, mesmo que o tenham feito, acredito ser tot...

NOSSA MAIOR DOENÇA

  Dizem que o pior tipo de doente é aquele que não admite que está doente, pois admitir a doença é o primeiro passo para a cura! Eu diria, contudo, que há um tipo pior: aquele que até admite que está doente, mas não está disposto a fazer o que o tratamento requer, desde que ela seja "apenas uma gripe" ou "só uma gastritezinha" e "nada demais", conforme entende.  Este tipo de doente vive se queixando das dores, mas não quer pagar o preço necessário, como: melhorar a dieta, fazer exercícios físicos e o que mais for necessário para a melhoria na qualidade de vida. Parece que ele só aprende mesmo (e quando aprende!) se a doença se mostrar mais séria do que esperava e/ou algo de gravidade ao ponto de impor risco de morte! Infelizmente, parece que é assim também que muitos enxergam as práticas musicais na igreja. Todo mundo está sempre cheio de "diagnósticos" e/ou muito "consciente" dos problemas que lá existem. Mas... será mesmo? Tenho começ...

TEM QUE TER CONTEÚDO, SIM!

  Não adianta! Precisamos admitir que o conteúdo é, sim, importante. E soa até esquisito ter que dizer isso (porque, para muitos, seria óbvio), mas... infelizmente, se tem algo que tenho aprendido a duras penas é que o óbvio parece não existir. rsrsrs Temos presenciado superficialidade cada vez maior não apenas nas letras de nossas músicas, mas também nas atitudes e no compromisso (na verdade, na falta dele!) em nossas igrejas. E isso diz muito sobre como está o interior da cristandade atual. Nosso papel como músicos, porém, está diretamente ligado a ações que estimulem mudança nisso. Mas estas mudanças jamais acontecerão se os velhos hábitos continuarem a existir. Um deles diz respeito à leitura. Infelizmente, muitos de nós leem tão pouco que... bom... basta lembrar de um pão sem miolo. E, se formos levar em consideração a leitura bíblica... Jesus! Acho que dá pra fazer um bom estudo dos fósseis encontrados nas Bíblias de muitos. O objetivo de minha fala aqui, evidentemente, não é...