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LIDERANÇA MUSICAL NA IGREJA: FUNÇÕES E DESAFIOS


Introdução

A importância da música na prática eclesiástica é algo inquestionável. E, para uma melhor prática musical eclesiástica, acredito ser de extrema importância se ter uma liderança bem estabelecida, de modo que tal prática possa ser conduzida rumo aos caminhos tencionados por um planejamento realizado por esta liderança.

Contudo, há casos em que não há um líder oficialmente estabelecido. Acredito, porém, que sempre há um líder, mesmo que não se reconheça sua existência oficial. Mas há sempre alguém que influencia outros musicalmente e/ou que assume a responsabilidade pelas ações musicais da igreja. E, quando realmente não há, acredito que o potencial musical da igreja em questão poderia estar bem melhor e que, provavelmente, as ações musicais da referida igreja estão completamente perdidas, até que alguém se responsabilize por elas.

Foi por isso que, dentre outras razões (como os pedidos que me foram feitos hehe), resolvi escrever esse post. Através dele, pretendo apresentar o que penso sobre a liderança musical em igrejas, apresentando diferentes perfis de líderes musicais, bem como algumas de suas obrigações, funções e desafios. E, inevitavelmente, também estarei abordando algumas questões pertinentes à liderança em geral, o que obviamente também se aplica à liderança musical. Começarei, então, por elas.


O líder na igreja

Não é meu objetivo falar extensivamente sobre liderança em geral e muito menos fazer um compêndio de princípios de liderança. Nããão mesmo! Hehe Há muitos livros sobre isso e posso até recomendar alguns. Por sinal, há um em nossa página de downloads. Basta baixar. Contudo, preciso destacar algumas questões de cunho geral que nortearão as palavras seguintes.

Primeiramente, quero deixar bem claro que ser líder, independente da área de atuação, não é ser o chefe. Líderes, vocês não são chefes!! Sempre digo, em minha igreja, que não sou chefe. E saber disso, queridos, faz toda a diferença. Um chefe pode brigar, exigir e até demitir. Um líder, no entanto, não deve fazer isso, pelo menos em minha opinião.

Parto do seguinte princípio: se Jesus, que era (e é eternamente) o Senhor e Mestre Supremo, como Ele próprio disse, veio para servir, quem somos nós para querer algo diferente? Jesus, quando estava aqui na Terra, serviu Seus discípulos, chegando ao ponto de lhes lavar os pés. E, fazendo isso, nos ensinou que devemos também “lavar os pés” uns dos outros; Ele nos ensinou que devemos estar dispostos a servir (ver João 13:12-15).


Alguém ousaria questionar a liderança de Cristo? Alguém ousaria discordar do fato de que Ele foi o maior líder de todos os tempos? Ele é o melhor exemplo que temos de liderança e, mesmo sendo o Senhor de tudo e todos, Ele não agiu como um chefe grosseiro e mandão. Ele foi servo de todos (ver Marcos 10:42-45).

Outra característica que também vejo na liderança de Cristo é que sempre havia alguém seguindo o Mestre. E eu concordo totalmente com o que dizem alguns manuais de liderança: se você “olha para trás”, e não vê alguém te seguindo, na verdade, você não lidera. Você pode até ter um título de liderança, mas se você não influencia outras pessoas, sinceramente, vá arrumar algo melhor pra fazer. Rsrsrsrsrs Ou, se você está realmente convicto acerca do fato de que Deus te chamou pra isso, peça a Ele que o oriente e transforme em um líder melhor. Peça a Deus que lhe transforme em alguém que é referência e exemplo para outras pessoas. Assim deve ser qualquer líder.

Eu realmente acredito que nós, líderes em geral, precisamos entender que não somos chefes, mas servos e não podemos nos esquecer de que devemos ser exemplos para outros, o que em muito aumenta nossa responsabilidade.


O líder musical

Quando se trata de liderança musical, os desafios e responsabilidades permanecem. Apesar de muitos pensarem ser de menor importância, a presença de um líder musical é indispensável. É claro que não dá pra deixar que todo o peso da igreja em cima de um pastor e isso, é claro, também se aplica ao trabalho com música na igreja.

É preciso ter alguém que entenda de música (perceba que não to dizendo que tem que saber de tudo ou ser necessariamente graduado em música) e que esteja disposto a cuidar de tal área. Nada funciona bem sem que haja um líder e é óbvio que não seria diferente quando se trata de música, né?

Há, porém, diferentes perfis de líderes musicais, bem como diferentes funções que podem ou não ser desempenhadas por eles. Vamos pensar um pouco sobre isso.


Os diferentes líderes musicais e suas funções

Cada igreja tem sua cultura e hábitos próprios e, por isso, é impossível generalizar algumas realidades eclesiásticas, assim como é também impossível exigir que toda e qualquer igreja se adeque à mesma forma de funcionamento. E foi pensando um pouco nos diferentes perfis de igreja que conheço (sei que há muitos mais), que separei alguns tipos de líderes musicais. Deixo claro, porém, que, quando me utilizo da expressão “líder musical”, posso estar ou não me referindo ao líder do ministério de louvor da igreja. Até porque, em muitas igrejas, há também outras formas de manifestação musical que não são o ministério de louvor da igreja. Enfim, penso nos líderes musicais assim:

1 – Líder (Ministro) de Louvor

Este é o famoso ministro do domingo à noite, por exemplo. É aquele que é chamado, em inglês, de worship leader. Ele é o responsável por conduzir o povo de Deus, nos cultos públicos, em adoração por meio da música. E, quando está atuando, ele está, sim, desempenhando um papel de liderança. É ele quem conduz esse momento, de modo que tanto a congregação quanto os demais músicos que o acompanham, geralmente, o seguirão durante a ministração. E, dependendo da igreja, pode até ser que ele não seja o líder do ministério de louvor, mas desempenha, sim, uma função de liderança musical.

2 – Líder do Ministério de Louvor

Este é bem fácil de se identificar pelo seu próprio nome, não? Esta figura é o responsável por liderar o ministério de louvor da igreja. E esta liderança pode ser técnica, ou seja, este líder é a pessoa responsável pela organização musical do grupo (cifras, arranjos, dentre outras coisas), mas também pode ser o que se chama de liderança espiritual, sendo aquele que aconselha, que ouve e que, de fato, pastoreia o grupo, mesmo que não possua um título oficial de pastor. Sim, é possível pastorear sem ter o título. Hehe Muitos desempenham essa função, mas não são chamados de pastor, mas, como este não é nosso foco, basta dizer que são eles que acompanham de perto a vida dos que integram o ministério de louvor da igreja em que estão. Há, todavia, alguns casos em que este líder pode até ser alguém que desempenhe ambas as funções: pastoreie o grupo e seja sua referência musical. Já em outros, o mesmo ministério tem dois líderes, sendo um para cada função destas que apresentei. Um bom exemplo disso era o Diante do Trono, já que, até pouco tempo atrás, tinha como líder técnico o Sérgio, enquanto que a Ana Paula era a líder espiritual do grupo.

3 – Líder Geral da Música

Este é aquele que, dependendo do lugar, pode ser chamado de “Ministro de Música”, “Regente” (o que não acho muito apropriado a não ser que estejamos nos referindo a um coral, orquestra ou banda marcial e/ou sinfônica), “Produtor Musical” ou até “Diretor Musical”. Ele é o responsável por todas as manifestações musicais de uma igreja, sejam realizadas pelo ministério de louvor ou não. É claro que, dependo do caso, a igreja só terá o ministério de louvor como manifestação musical, mas em outras situações, há corais, grupos vocais, bandas (de jovens, por exemplo), dentre outras formas de se fazer música na igreja, sendo todas de responsabilidade deste que prefiro chamar de “Diretor Musical”. Em minha humilde opinião, toda igreja devia ter um desses. Mas é claro que isso nem sempre é possível. Reitero, porém, que, sendo remunerado ou não (melhor é que seja, claro), acho indispensável se ter alguém que se responsabilize pelos aspectos estritamente musicais. 

4 – Pastor de Adoração

Em muitas comunidades, podemos perceber a presença do chamado “Pastor de Adoração”. Como já escrito aqui num outro post, é claro e evidente que adoração não é algo que esteja limitado à música apenas, mas é comum se denominar as áreas ou ministérios da igreja que são responsáveis pela adoração por meio da música (há outras formas de adoração) como “ministério (grupo, equipe, etc) de louvor” e, por isso, aquele que oficialmente os pastoreia é chamado de “Pastor de Adoração”. Este é o sujeito que deve se responsabilizar pela vida de todos aqueles que trabalham com música na igreja. Em alguns casos, ele é aquele que se responsabiliza por todos os que trabalham não apenas com a música, mas também com a dança, por exemplo, enfim, com artes em geral. Em algumas igrejas, a área artística é chamada de “Área de Adoração”.

Na minha opinião, seria bastante interessante que este pastor tivesse algum (vejam que fui bastante complacente e misericordioso hehe) conhecimento musical e artístico, mas nem sempre isso acontece. Em muitos casos, o chamado “Pastor de Adoração” é apenas o responsável espiritual pelos músicos (é por isso que os inclui em líderes musicais hehe). Em outras palavras, é o responsável por resolver os “pepinos” desse povo todo. Rsrsrs Deve ser porque, segundo se diz, eles dão taaaanto problema que os pastores presidentes (sênior, titular e presbítero são outros termos usados) precisam de alguém que, a todo custo, cuide dos músicos. E, assim, quando não encontram um pastor que seja músico (ou um músico que seja pastor hehe), se desesperam e colocam qualquer um. Rsrsrs Não, gente. Sem ofensas e falando sério, às vezes, até funciona bem. Mas realmente acho que um mínimo de envolvimento com a área seja necessário, a menos que se tenha uma outra pessoa que sirva como Diretor Musical, por exemplo. 


Desafios de um líder musical

Bom, é evidente que estes não são os únicos tipos de líderes musicais. Além disso, estas funções podem muito bem se misturar entre si, como destaquei, em especial, no caso dos líderes dos ministérios de louvor. Mas o fato é que, seja quem for e a que perfil pertença, qualquer líder musical terá desafios e problemas a serem enfrentados.


Em minha opinião, ele precisa, em primeiro lugar, ser exemplo para seus liderados. Como falei no início do post, nós que lideramos somos inevitavelmente alvo dos olhares de nossos liderados e precisamos ser também alvo de imitação deles. Sim. Não fique chocado. Lembre-se do que Paulo disse, em 1 Coríntios 11:1: “Sejam meus imitadores, como eu sou de Cristo”. Será que nós temos autoridade (não to falando de poder, viu?) para dizer isso? 

É verdade que jamais seremos perfeitos, pelo menos não enquanto estivermos vivendo neste corpo corruptível (ver 1 Coríntios 15:53-58), mas liderança é algo que exige um pouco mais de nós todos. Se observarmos a Escritura, veremos o quão mais eram cobrados os líderes do povo. Veremos também diversas recomendações para que os líderes sejam exemplo e modelo para os liderados. O nosso grande desafio, em meu modo de ver, é conseguir ser este modelo e referência, mas sempre conscientizando os nossos liderados de que não somos perfeitos e que podemos cair a qualquer momento. Não devemos, contudo, usar isso como desculpa pra “pisar na bola” o tempo inteiro, mas, se o fizermos, precisamos também ter humildade suficiente pra admitir que erramos e pedir perdão (ver Provérbios 28:13 e Tiago 5:16).

Um outro desafio, que, para mim, se torna uma obrigação, é ser um líder que se recicla. Como assim? Acredito que o líder musical de uma igreja precisa estar sempre antenado e ligado com o que acontece na música da sociedade em geral e, principalmente, no que acontece na música cristã do mundo e, em especial, de seu país. Assim como todo profissional precisa se reciclar, acredito que aqueles que trabalham no serviço do Senhor também têm diante de si tal responsabilidade. E é por isso que considero um verdadeiro absurdo um líder musical que não ouve música! Gente, nãããããããao dá, né? Rsrs Meu querido, se você lidera musicalmente (seja numa das maneiras de que falamos aqui ou numa outra), ouça música, e não apenas o mesmo tipo de música. Procure sempre ouvir diferentes estilos, compositores, cantores e grupos. Procure também investir em DVDs, livros e tudo o mais que possa contribuir para uma melhor prática musical sua, em primeiro lugar (já que ninguém se sentirá estimulado a crescer no ministério se seu líder não o faz), e depois para contribuir também para o crescimento de seus liderados.

Algo também indispensável e que, para mim, é obrigação de todo líder musical é que ele (ou ela) seja alguém organizado. PEEEELO AMOR DE DEUS!! O que mais se vê é um líder que vive “colocando os pés pelas mãos” por pura desorganização. Assim não dá. Seja o primeiro a se organizar em tudo o que for sua função: escolha de músicas; preparo de músicas, cifras e outras coisas do tipo; cumprimento de horários e compromissos assumidos; dentre outras responsabilidades que lhe são pertinentes.

Não posso, todavia, deixar de falar que todo líder musical, assim como qualquer outro, enfrentará problemas. Isso porque, segundo certo ramo da psicologia (falo da chamada Teoria dos Quatro Temperamentos), todo artista é por si só um ser um tanto complicado de se lidar. Depois disso, sabemos que lidar com ser humano em geral já é algo complicado. Hehe O fato é que eu poderia gastar páginas e páginas falando dos problemas que podem vir a acontecer, mas gostaria de falar apenas daquele que julgo ser o de maior dificuldade de resolução.

Como disse no início, ser líder não é ser chefe. No entanto, há situações em que o liderado faz besteira, e besteira grande. E outro desafio nosso é conseguir saber lidar com o problema por este prisma do “não sou chefe”. Sempre penso nisso quando tenho que lidar com meus liderados. Não sou patrão de ninguém. Sendo assim, primeira coisa: não posso demitir ninguém. Pode parecer óbvio, mas não é bem assim que funciona na prática de muitos. 

Eu realmente não me sinto no direito de chegar pra alguém e simplesmente “limar” este alguém do grupo. Não mesmo. E, sempre que lido com uma situação em que, humanamente falando, algum liderado já extrapolou todos os limites da paciência (isso após conversa atrás de conversa, em amor, e após muita exortação com longanimidade), procuro, antes de tudo, entregar a situação ao Senhor. Oro e peço a Deus que me dê sabedoria e que, se não for de Sua vontade que aquela pessoa continue no ministério, que Ele aja. Ora, o ministério é d’Ele, não? Que Ele se responsabilize, então. E, não, não estou impondo nada a Deus. Hehe Ele sabe o que quero dizer. Apenas entendo que Ele é o Dono do ministério e é Ele quem sofre muito mais do que eu quando algo não sai do jeito que Ele deseja. E é também Ele o Único que tem direito de tirar alguém de seu lugar. E, até o momento, isso tem sempre funcionado. Todas as vezes em que eu precisei lidar com situações desse tipo, apresentei-as a Deus e, naturalmente, tudo foi resolvido. Nunca precisei tirar ninguém de ministério algum: ou a própria pessoa, com o tempo, percebia não ser ali o seu lugar ou algo acontecia com relação a seus horários de trabalho, com sua carga de atividades fora da igreja ou sua própria consciência (movida pelo Espírito, creio eu) o fazia perceber que não estava fazendo bem ao ministério e que devia deixá-lo. Oração funciona, queridos. Mas é preciso paciência pra esperar no Senhor e Ele tudo resolverá.

Nós líderes, precisamos entender que também somos pecadores e alvos da Graça de Deus, até porque, se não fosse a Graça, onde estaríamos nós? Por isso, além de ser graciosos com os outros, precisamos nos lembrar de que poderíamos ser nós os que “pisaram na bola”. Pensemos o seguinte: “E se fosse eu no lugar dele, como eu gostaria de ser tratado?”, já que esta é a Lei do Evangelho (Mateus 7:12). Além disso, enquanto liderados, como gostamos de ser tratados? E, sim, um líder também deve ser um liderado. Ninguém conseguirá ser um bom líder se não for também liderado. Você como líder precisa estar submisso também a alguém ou pensa, por um acaso, que é o Todo-Poderoso? Este aí, até onde a Bíblia ensina, é apenas Um. A Ele, portanto, a glória e nossa submissão eterna. E Ele mesmo colocou líderes sobre nós também. Nós líderes precisamos ter alguém com quem contar e precisamos estar submissos a algum tipo de outra liderança. É Reino de Deus, queridos. E, no Reino de Deus, o que mais se deve viver é “uns aos outros”. Você não é uma ilha de santidade intocável. Pense nisso.

E é pensando nisso, que retorno aos problemas. Devemos tratar a todos com amor, e não como chefes grosseiros. Contudo, fico triste em dizer que há, sim, situações em que você terá que, infelizmente, ser aquele que é o responsável por comunicar a saída de alguém do ministério, mas que fique claro que não foi você que o tirou. Como assim? Bom, em casos de pecados não confessados e abandonados (namoro com descrentes, imoralidade contínua, desarmonia familiar, problemas de relacionamento na igreja, dentre outros), você precisa ser o instrumento de Deus na vida de seu liderado e, de fato, comunicá-lo sobre o fato de que não poderá continuar no ministério. Mas isto, é claro, não deve ser algo feito de imediato. Experimente, primeiramente, exortá-lo em amor e explicar-lhe o que está acontecendo. E, se ainda assim ele preferir persistir no pecado, você deve, sim, comunica-lo da saída. 


E, antes que alguém pense que me contradisse, faço questão de dizer que, nestes casos, não foi você quem o tirou do ministério, mas ele mesmo o fez, ao decidir voluntariamente continuar na prática do pecado, escolhendo deliberadamente abrir mão de seu ministério. Devemos amar o pecador, mas jamais amar o pecado. Em casos assim, a autoridade da liderança deve ser utilizada. Mas perceba novamente que não usei a palavra “poder”, e sim “autoridade”.

É evidente que não é fácil viver isso tudo. Acreditem, já pude passar por algumas situações assim e é muito triste e difícil, mas é responsabilidade do líder ter que lidar com elas. E você deve também contar com a ajuda de seu pastor. Peça a ele alguma orientação a respeito e peça também que esteja junto com você neste momento, mas não abra mão da responsabilidade que Deus te deu enquanto líder. É fácil? Não. Por isso que coloquei como desafio. hehe Não é fácil, reitero, mas vale a pena.


Conclusões

Conhecer melhor as funções de um líder musical deve contribuir para que líderes e liderados se compreendam e compreendam o outro de melhor maneira, de modo que a paz possa reinar e os trabalhos musicais da comunidade possam ser melhor desempenhados. Realmente acredito que a liderança musical (seja de que tipo for) é primordial na prática eclesiástica. E é entendendo isso que pastores e igrejas em geral rumarão em direção a uma maior valorização deste trabalho ministerial, o que, sem dúvida, em muito auxiliará aqueles que são responsáveis por liderar a prática musical de tais igrejas.

Os líderes musicais precisam estar sempre conscientes dos inúmeros desafios que estão diante deles, persistindo em vencê-los, rompendo as enormes barreiras que rotineiramente irão enfrentar. Para isso, estar cientes e perseverantes no cumprimento de suas obrigações e funções básicas já é um excelente começo. É a partir do simples cumprimento de tarefas que muitos nem enxergam que seu ministério será, pouco a pouco, cada vez mais consolidado, fazendo deste líder um verdadeiro exemplo a seus liderados. E, desse modo, sempre que desejar seguir avante, dando passos até então nunca dados, seus liderados naturalmente o seguirão, uma vez que percebem neste líder a firmeza, a constância e a confiança necessárias à caminhada ministerial.

Que Deus abençoe nosso líderes musicais espalhados por todo o país e mundo afora, dando-lhes entendimento, paciência, perseverança, intrepidez e responsabilidade para desempenhar seu ministério da melhor maneira possível, de modo a honrar ao Senhor e a abençoar as pessoas a seu redor.



Em Cristo,
M. Vinicius (Montanha)

Comentários

  1. Obrigado pelo esclarecimento... Muito bom amei...

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  2. Muito boa sua explicação, me ajudou muito. Obrigado grande abraço e que Deus te abençoe grandemente.

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